Biografia de Philip Monteiro





Philip Monteiro cresceu no cruzamento das influências africanas e lusófonas. Filho do planalto do Dacar, foi embalado pelo som das coladeiras da casa familiar, mas também pelos Sabars do bairro, essas festas senegalesas em que os dançarinos rivalizam em virtuosismo com os percussionistas. Das suas origens cabo-verdianas, Philip Monteiro herdou um sentido natural da melodia e das harmonias subtis e suaves que a compatriota dele, Cesária Évora, nos deu a conhecer. Mas tal como qualquer autêntico “Boy Dakar”, tem nos rins a magia dos ritmos sincopados que groovam com ciência. Durante uma adolescência apaixonada pelo futebol e pela electrónica, Philip Monteiro descobriu a musica de Kassav’ e de Manu Lima. Em Dacar foi através de Kassav’ que se descobriu o ritmo Zouk, uma vaga de fundo vinda das Antilhas e que terá impacto sobre toda uma parte de África, e que colonizou Cabo Verde.
Foi também naquela época que Manu Lima outro natural de Dacar, com o seu grupo “Cabo Verde Show”, modernizou a música cabo-verdiana e plantou os alicerces de toda uma geração de jovens músicos em ascensão.

Em 1989, Philip Monteiro emigrou para os EUA onde se estabeleceu nos arredores de Boston. Era época da Jodeci, de Teddy Riley e da estreia dos NWA. Uma força musical que não deixou de impressionar o jovem músico. Então em 1995, Philip Monteiro, Calú Di Brava e a cantora Gama formaram o trio “Philip Monteiro And Friends Lovers”. Este trio mágico deu origem ao álbum “Paké Ama”. E, apesar da juventude do trio, o talento já lá estava presente. Em seguida com a La Tour, o álbum “Critica” que terá realizado nos Estados Unidos em colaboração com os Home Boys. Passados alguns anos, surge a compilação “Friends Lovers 2” é sobretudo uma compilação em que Philip nos faz uma demonstração dos seus talentos de cantor-autor-compositor-produtor. Tem-se o prazer de reencontrar Calú Di Brava e Gama e de descobrir os talentos de Jair OB1. Neste álbum começa-se a perceber o estilo de Philip que se distingue através de melodias e textos quentes e sensuais. O público sente-se preso pela originalidade e pela qualidade da composição dos textos.

Em 2002 é a revelação ao público senegalês e internacional com o enorme sucesso de “The Remix”. Foi o primeiro álbum dele a solo o qual se tornou disco de ouro. E que dizer desse disco, a não ser que Philip produziu uma autêntica pérola. Com títulos como “Amor” em duo com Viviane Ndour e “Alta Segurança”, Philip monteiro mantém-se no primeiro lugar em vários países lusófonos e o single também se tornou disco de Platina. De notar, as retomas tais como “Locura”, “No Ben Dança” e “Sara”. No Senegal Philip conseguiu conquistar um público definitivamente mais amplo durante o Mundial de Futebol de 2002, com o single “Gaindé Ndaay”, hino dedicado à equipa dos “Leões da Téranga”.
Todos os estilos estão em destaque nesse magnífico álbum. Todos os títulos são êxitos. Hoje o “The Remix” constitui uma autêntica referência da musica cabo.

Em Dezembro de 2004, surgiu a compilação “Philip Monteiro And Friends”. Esse álbum é um casamento muito conseguido entre o cabo love e o zouk. Melodias e palavras que cativam: é ai que reside toda a arte de Philip. Esse álbum produzido com artistas como José Azancoth, Mariza, Talina, Gama, Paulette, Jair OB1, AN2 ou ainda Princess Lover, destina-se a celebrar a união entre África e as Antilhas. Uma produção assinada Espace Music Tropica. O seguimento foi a excepcional digressão internacional que o levou a Portugal, França, Luxemburgo e outros Países. Milhares de fãs reuniram-se para ver esse Messias do cabo, em que Philip Monteiro se tornou em todo o mundo.

Em 2005 o “Tornado” veio varrer tudo o que se lhe atravessou pela frente, revelando-nos a qualidade vocal dos novos artistas descobertos por Philip Monteiro. Artistas como a jovem Corine com a qual assinou “Yaw Rek Leu”, Constance e Paulette com as quais já trabalhara no álbum “Joias D’Africa Vol.1 e 2” (disco de platina em 2003), G.G. com muitos êxitos tais como o “Paké AGE Assim”, o talentoso e fiel Jair OB1, assim como a cantora Gama com a qual realizou o grande êxito “Abri bu Coração” incluído no seu álbum a solo “Sai Cu Bo”… Philip também colaborou com Tó Semedo no álbum “Por Amor”, assim como com Bela no álbum “Nha Meigo”.

O regresso do menino prodígio, deu-se com um duplo álbum que foi intitulado “Number One”; um novo álbum de onde é extraído o primeiro single “Sama Wo”(minha chamada) e seu Best-of “The Greatest Hits” onde encontramos músicas como Irresistivel, Tempestadi, Gaïndé Ndaay, Insiparável, Alta Segurança…

Em 2008, ele lançou o seu primeiro DVD “Philip Monteiro and The Ultimaters On Tour”.

Fonte: SoulZouk